Reduzir o açúcar da dieta parece simples: basta cortar doces, refrigerantes e sobremesas. Na prática, porém, boa parte do açúcar que consumimos não vem da sobremesa, e sim de produtos que se apresentam como salgados ou saudáveis. Molhos prontos, pães de forma, barrinhas de cereal, iogurtes de fruta e até embutidos carregam doses generosas de açúcar adicionado, muitas vezes sob nomes que o consumidor não reconhece.
Os disfarces mais comuns#
- Xarope de milho ou xarope de glicose-frutose.
- Maltodextrina, presente em muitos produtos fitness.
- Dextrose e frutose adicionadas.
- Açúcar invertido, comum em bolos industrializados.
- Suco de fruta concentrado usado como adoçante.
- Mel e melado, saudáveis na aparência, mas metabolicamente semelhantes ao açúcar.
- Maltose e sacarose listadas separadamente para diluir a posição na lista de ingredientes.
Esse último ponto merece destaque: como os ingredientes aparecem em ordem decrescente de quantidade, alguns fabricantes usam três ou quatro tipos diferentes de açúcar para que nenhum apareça no topo da lista, mascarando o total real.
Quanto é demais#
A Organização Mundial da Saúde recomenda que o açúcar livre não ultrapasse 10 por cento das calorias diárias, com benefício adicional abaixo de 5 por cento, o que equivale a cerca de 25 gramas, ou seis colheres de chá. Uma única lata de refrigerante já estoura esse limite. A boa notícia é que o paladar se adapta: pesquisas mostram que após duas a três semanas de redução, alimentos antes normais passam a parecer excessivamente doces. Comece diminuindo o açúcar do café aos poucos, trocando o iogurte adoçado pelo natural com fruta e lendo a lista de ingredientes antes da tabela nutricional. A rotulagem frontal brasileira, com a lupa de alto em açúcar adicionado, também virou uma aliada rápida na hora da compra.
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