Parece contraditório, mas é fato documentado: mesmo no Brasil, país de sol abundante, a insuficiência de vitamina D é comum, atingindo parcelas expressivas da população, sobretudo idosos, pessoas de pele escura, quem trabalha em ambientes fechados e moradores de grandes cidades. A explicação está no estilo de vida moderno: passamos o dia sob teto, e quando saímos, usamos protetor solar, que bloqueia justamente os raios UVB responsáveis pela síntese da vitamina na pele.
Por que ela importa tanto#
Tecnicamente, a vitamina D funciona como um hormônio. Seu papel mais conhecido é regular a absorção de cálcio, sendo essencial para ossos e dentes; a deficiência grave causa raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos, além de contribuir para a osteoporose. Pesquisas também investigam sua relação com imunidade, força muscular e prevenção de quedas em idosos.
Sol, comida ou cápsula?#
A principal fonte é a exposição solar: de 10 a 20 minutos de sol em braços e pernas, algumas vezes por semana, fora dos horários de pico e sem protetor nessas áreas por esse curto período, costumam ser suficientes para pessoas de pele clara. Peles mais escuras precisam de mais tempo. Pela alimentação, as fontes são limitadas: peixes gordurosos como sardinha e salmão, gema de ovo, fígado e alimentos fortificados. É praticamente impossível atingir níveis ideais só com comida.
Cuidado com a suplementação por conta própria#
- Vitamina D é lipossolúvel e se acumula no organismo; doses altas sem acompanhamento podem causar intoxicação e excesso de cálcio no sangue.
- A dosagem correta depende do exame de sangue de 25-hidroxivitamina D.
- Idosos, gestantes e pessoas com doenças de má absorção têm indicações específicas que devem ser definidas por médico.
Em resumo: um pouco de sol consciente, peixe no cardápio e exame quando houver suspeita. Simples, barato e eficaz.
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