Passamos cerca de um terço da vida em uma única postura repetida por horas — e ainda assim poucas pessoas param para pensar se a posição em que dormem está ajudando ou sabotando seu corpo. Dor cervical ao acordar, formigamento nos braços, lombalgia matinal e até refluxo e ronco têm relação direta com a posição de dormir e com o suporte do travesseiro e do colchão.
Dormir de lado: a posição mais recomendada#
É a preferida da maioria das pessoas e a mais elogiada por especialistas. De lado, a via aérea permanece mais aberta, o que reduz ronco e ajuda em casos leves de apneia. O lado esquerdo é especialmente indicado para quem tem refluxo, pois a anatomia do estômago dificulta o retorno do ácido nessa posição, e para gestantes, por favorecer a circulação. Para proteger a coluna, o travesseiro deve preencher exatamente o espaço entre a orelha e o ombro, mantendo o pescoço alinhado, e uma almofada entre os joelhos evita a rotação da pelve.
De costas: boa para a coluna, ruim para o ronco#
Dormir de barriga para cima distribui o peso uniformemente e é excelente para quem tem dores lombares — especialmente com um travesseiro sob os joelhos. O travesseiro da cabeça deve ser baixo. A desvantagem é séria para quem ronca ou tem apneia: nessa posição, a língua e os tecidos da garganta tendem a colapsar para trás, agravando as pausas respiratórias.
De bruços: a vilã quase unânime#
Dormir de barriga para baixo obriga o pescoço a ficar rodado por horas e acentua a curvatura lombar, sendo a posição mais associada a dores cervicais e lombares. Quem não consegue abandoná-la deve usar travesseiro bem fino ou nenhum, e colocar uma almofada sob o quadril.
- Troque o travesseiro a cada 18 a 24 meses, ou quando ele perder a capacidade de voltar à forma;
- Colchão nem duro demais nem macio demais: seu quadril e ombro devem afundar levemente, mantendo a coluna reta quando de lado;
- Acordar consistentemente com dor que melhora ao longo do dia é sinal clássico de problema de posição ou equipamento.
Mudar postura de sono leva algumas semanas de insistência — o corpo resiste, mas se adapta. Sua coluna agradece todas as manhãs.
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